Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82342
Title: Convulsões em crianças no contexto de utilização da vacina contra o Rotavirus
Other Titles: Childhood seizures in the context of rotavirus vaccine use
Authors: Carvalho, Pedro Miguel Rocha 
Orientador: Simões, Ana Sofia Monteiro
Rodrigues, Fernanda Maria Pereira
Keywords: Rotavírus; Vacina; Convulsão; Convulsão febril; Imunidade de grupo; Rotavirus; Vaccine; Seizures; Febrile seizures; Herd immunity
Issue Date: 14-Jun-2017
Serial title, monograph or event: Convulsões em crianças no contexto de utilização da vacina contra o Rotavirus
Place of publication or event: Hospital Pediatrico de Coimbra
Abstract: Introdução e objetivo: Foi descrita uma associação entre a utilização da vacina contra o rotavírus (RV) e a redução da taxa de convulsões no seu global e de convulsões febris em particular, em crianças até dois anos após vacinação. Neste estudo pretendemos avaliar a evolução das taxas de admissão por convulsão num Serviço de Urgência (SU) em Portugal, país em que as vacinas contra RV são utilizadas no mercado privado desde 2006, com uma cobertura estimada que subiu de 16 para 44% entre 2007 e 2014. Um estudo caso-controlo realizado na mesma população demonstrou que ambas as vacinas eram muito efetivas na prevenção da gastroenterite aguda por RV (GARV) nas crianças vacinadas. No entanto, as epidemias anuais continuam a ocorrer, sem tendências óbvias de redução, reforçando a necessidade de uma cobertura vacinal mais elevada para proteção direta e indireta na prevenção da GARV.Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo observacional, utilizando os códigos de convulsão da ICD-9-MC. Analisaram-se as taxas anuais de admissão por convulsão no SU, em crianças com idade inferior a 4 anos, antes (2000-2006) e após (2007-2014) a introdução da vacina contra o RV. Para determinação da incidência, o número de admissões por convulsão foi indexado à coorte de nascimento local. Para avaliação da associação entre o uso da vacina e admissão por convulsão, efetuou-se uma análise de regressão de Poisson corrigindo para a idade, ano de admissão, tamanho da coorte local de nascimentos e elegibilidade para vacinação por grupo etário. Resultados: Ao longo do período de estudo foram admitidas no SU 3701 crianças por convulsão. Não se observou associação entre uso da vacina e redução das admissões por convulsão em qualquer grupo etário (<1 ano P = 0,283; 1 ano; P = 0,713; 2 anos P = 0,181; 3 anos P = 0,598). Do mesmo modo, não se observou esta associação para as convulsões febris (<1 ano P = 0,400; 1 ano P = 0,659; 2 anos P = 0,438; 3 anos P = 0,655).Conclusão: Não foi encontrada associação entre o uso da vacina contra RV e redução da incidência de convulsões ou de convulsões febris em crianças com menos de 4 anos observadas num SU pediátrica. Tal como acontece para a GARV, tal facto pode dever-se à baixa cobertura vacinal
Introduction and aims: An association was reported between rotavirus (RV) vaccination and lower rates of global childhood seizures and febrile seizures in children up to 2 years following vaccination. We aimed to evaluate trends in rates of childhood seizures in an Emergency Service (ES) in Portugal, a country where both RV vaccines have been used in private market since 2006 with an estimated coverage rising from 16 to 44% between 2007 and 2014. In a case control study done in this population both vaccines very effectively prevented RV acute gastroenteritis (RVAG) in recipients. However, annual epidemics continue to occur with no obvious reduction, underlining the need for high vaccine coverage for direct protection and resulting indirect effects for effective RVAG prevention.Methods: We performed a retrospective observational study using ICD-9-CM codes for childhood seizures and analysed annual rates of visits to the Children’s Hospital Emergency Service (ES) for all childhood seizures in children aged <4 years, before (2000-2006) and after (2007-2014) RV vaccine use began. To calculate the incidence, the numbers of childhood seizures visits were indexed against the size of the relevant local birth cohort. To evaluate an association between vaccine use and admission for convulsions, a Poisson regression analysis correcting for age, year, birth population size and vaccine eligibility by age cohort was performed.Results: Over the study period, 3701 with childhood seizures were admitted. We did not observe an association between vaccine use and reduction childhood seizures for any age group (<1 year old P= 0.283; 1 year old P= 0.713; 2 years old P= 0.181, 3 years old P=0.598). Similarly, this association was not seen for febrile convulsions (<1 year P = 0.400; 1 year P=0.659; 2 year P=0.438; 3 year old P=0.655).Conclusion: We did not find an association between RV vaccine use and reduction in incidence rates of childhood seizures or febrile convulsions in children observed in a paediatric ES. Like for RVAG this might be due to vaccine use at low coverage.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82342
Rights: closedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

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