Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82177
Title: Uma abordagem cognitiva à paisagem na Arqueologia - Serra da Lousã e Vale do Zêzere entre a Pré-história Recente e a Proto-história
Other Titles: A cognitive approach on landscape Archaeology - Serra da Lousã and River Zêzere between Recent Prehistory and Protohistory
Authors: Silva, Denise Maria Lima e 
Orientador: Vilaça, Raquel Maria da Rosa
Keywords: Arqueologia da Paisagem; Serra da Lousã; Rio Zêzere; Cognição Humana; Compromisso Material; Landscape Archaeology; Serra da Lousã; River Zêzere; Human Cognition; Material Engagement
Issue Date: 19-Oct-2018
Serial title, monograph or event: Uma abordagem cognitiva à paisagem na Arqueologia - Serra da Lousã e Vale do Zêzere entre a Pré-história Recente e a Proto-história
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: The present text has as main objective to expose the little of the existing archaeological record in the counties of Castanheira de Pêra, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Lousã, Miranda do Corvo, Pedrógão Grande and Sertã, municipalities that are integrated in the NUT of Pinhal Interior North. The text is organized around three main themes that, if separated, would give rise to their own analysis, but which, in this case, will serve as a basis for creating a starting point in the analysis of the archaeological record of this specific area. A first point proposes to analyze the relationship between archeology and the various entities - population, tourism, autarchies - according to the legislation itself, a second point, corresponding to the practical corpus of the study itself, with a geomorphological description and detailed reports of the archaeological sites, intends to treat the data objectively (surveying and spatial analysis software - QGIS), and a third and final point that revolves around the cognitive aspect itself.In view of the negligence that both the public and the local authorities show in regard to the safeguarding of the historical, archaeological and ethnographic heritage, it is imperative that we establish a discourse that has a linking capacity of arousing interest in all the parties - municipal and public entities, researchers and tourism - so that prevention measures, research centers or the production of scientific knowledge are not seen as a luxury in the eyes of the whole population in general. The adaptation of the discourse by researchers in all areas - in this case, archeology - should also go through this introspection once again so that it can be in agreement with what society itself seeks and hopes to obtain. In this way, I consider that some aspects of cognitive and theoretical archeology are important in this analysis of the present time, in the human discourses and behaviors of this time, not to the point of trying to shape the past according to this modern sphere, but as theoretical models that go through a discursive adaptation. Thus, in an era in which cognition and revision of certain terms, stigmata, or taboos take center stage, this text will also introduce some assumptions related to the relation between human, landscape or space and material reality with the help of theoretical models advocated by social and cognitive anthropology. In this way, the socio-cultural and cognitive aspect is but a part of a whole, used in this aspect to analyze some occurrences that could not rely on direct interventions, within what a master's dissertation allows. On the following pages, we will find an archeology mostly focused on the landscape, where archaeological sites are analyzed taking into account their own existence in a given space and time, and possible social and cognitive repercussions on the human being.
O presente texto tem como principal objetivo expor o registo arqueológico existente nos concelhos de Castanheira de Pera, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Lousã, Miranda do Corvo, Pedrógão Grande e Sertã, concelhos esses na sua maioria integrados na NUT do Pinhal Interior Norte. Encontra-se organizado em torno de três principais temas que, se separados, dariam azo a análise próprias, mas que, neste caso, servirão de base para que se possa criar um ponto de partida na análise do registo arqueológico desta zona em específico. Um primeiro ponto propõe analisar a relação entre a arqueologia e as várias entidades – população, turismo, autarquias – em concordância com a própria legislação, um segundo ponto, correspondente ao corpo prático do estudo em si, com a criação de uma descrição geomorfológica e respeitante à investigação ao longo das décadas, com a exposição e descrição dos sítios arqueológicos, pretende tratar objetivamente dos dados (e que conta com visitas aos locais e o auxílio de softwares de análise espacial - QGIS), e um terceiro e último ponto que gira em torno da vertente cognitiva propriamente dita. Face à negligência que tanto a população, como as autarquias deixam transparecer no que diz respeito à salvaguarda do património histórico, arqueológico e etnográfico, torna-se imperativo a criação de um discurso que tenha em vista um elo de ligação capaz de suscitar interesse por todas as partes – entidades concelhias e público, investigadores e a vertente turística – de modo a que medidas de prevenção, núcleos de investigação ou produção de conhecimento científico não sejam vistos como um luxo aos olhos de toda a poplação no geral. A adaptação do discurso por parte de investigadores de todas as áreas – neste caso, a arqueologia – deverá igualmente passar, uma vez mais, por essa introspeção de modo a que possa estar em concordância com aquilo que a própria sociedade procura e espera obter. Deste modo, considero que alguns aspetos da arqueologia cognitiva e teórica sejam importantes nesta análise do tempo presente, nos discursos e comportamentos humanos deste tempo, não ao ponto de tentar moldar o passado segundo esta esfera moderna, mas na medida em que os modelos teóricos passam por uma adaptação discursiva. Assim, numa era em que a cognição e a revisão de certos termos, estigmas ou tabus toma o foco principal, também este texto passará pela introdução de alguns pressupostos relacionados com a relação entre humano, paisagem ou espaço e realidade material com o auxílio de modelos teóricos preconizados pela antropologia social e cognitiva. Desta forma, a vertente sóciocultural e cognitiva é senão uma parte de um todo, utilizada neste aspeto para analisar algumas ocorrências que não puderam contar com interveções diretas, dentro daquilo que uma dissertação de mestrado permite. Encontrar-se-á nas páginas seguintes uma arqueologia maioritariamente voltada para a paisagem, onde são analisados os sítios arqueológicos tendo em conta a sua própria exitência num determinado espaço, segundo uma análise diacrónica, e eventuais repercussões a nível social e cognitivo no ser-humano.
Description: Dissertação de Mestrado em Arqueologia e Território apresentada à Faculdade de Letras
URI: http://hdl.handle.net/10316/82177
Rights: closedAccess
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