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Title: IDENTIDADES PLURAIS e EM TRÂNSITO NO ROMANCE AMERICANAH DE CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE: INTERSECÇÕES DE GÊNERO E RAÇA
Other Titles: PLURAL AND IN TRANSIT IDENTITIES IN THE NOVEL ‘AMERICANAH’ BY CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE. INTERSECTIONALITIES OF GENDER AND RACE
Authors: callegari, lara da rocha 
Orientador: Martins, Catarina Isabel Caldeira
Keywords: Raça; Gênero; Imigrante; Interseccionalidade; Identidade; Race; Gender; Immigrant; Intersectionality; Identity
Issue Date: 26-Feb-2018
Serial title, monograph or event: IDENTIDADES PLURAIS e EM TRÂNSITO NO ROMANCE AMERICANAH DE CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE: INTERSECÇÕES DE GÊNERO E RAÇA
Place of publication or event: Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Abstract: O problema das identidades vem sendo peça central de análises de diversas áreas do saber, dentre elas os estudos sociais e a literatura. No sentido de contribuir para uma justiça cognitiva e social, torna-se indispensável que tais análises sejam feitas de perspectivas pluralizadas para que identidades subalternizadas desafiem as relações de poder estruturais e ganhem voz e vez no meio social, acadêmico e literário. Para tanto, a presente pesquisa apresenta uma análise do romance Americanah (2014) da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, focada no modo de construção ficcional das identidades de raça e gênero, em especial das mulheres negras africanas. Para além disso, a análise identifica a maneira que essas identidades são alteradas pelo processo de migração e, dessa maneira, surgem novas identidades à medida que o sujeito é interpelado por diferentes espaços. Verificou-se que o romance em análise traz personagens que vivenciam as categorias de raça, gênero e a condição de imigrante de uma maneira interseccionalizada que mostra como as relações de poder que oprimem as mulheres negras operam e subjugam essas mulheres através de histórias únicas que reforçam estereótipos, bem como as formas múltiplas como as identidades se tornam resistentes a partir de interações, negociações e deslocamentos complexos. O romance de Adichie surge como uma alternativa a visão do Norte imperialista eurocentrado que contrói uma visão limitada do Outro. A narrativa da autora nigeriana emancipa e dá voz a uma pluralidade de identidades que comprovam que as identidades não podem ser analisadas a partir de uma perspectiva homogeneizada e (re)constrói o imaginário engessado das mulheres negras africanas diaspóricas como mulheres que narram suas próprias histórias e conquistam autonomia no privado e no público.
The identities’ issue has been central in different areas of knowledge, including social studies and literature. In the sense of contributing for social and cognitive justice, it is indispensable that analysis on this subject matter are made of pluralized perspectives, so the subaltern identities can challenge structural power relations and gain voice and their own turn in the social, academic and literary environment. Therefore, this research presents an analysis of the novel Americanah (2014) by the Nigerian author Chimamanda Ngozi Adichie, focussed on the fictional modes of construction of the identities of race and gender particularly of black African women. In addition to this, the analysis identifies the way these identities are changed by the migration process and, in this manner, new identities emerge as the subject is approached by different spaces. The novel in question presents characters that live the categories of race, gender and the immigrant status in an intersectional way, which shows on the one hand how the power relations oppress, and subjugate black women through single stories that reinforce stereotypes, and on the other hand the multiple ways these identities became resistant after complex interactions, negotiations and displacements. Adichie’s novel emerges as an alternative to the view of the imperialist, Eurocentric North that builds a limited representation of the Other. The narrative of the Nigerian author frees and gives voice to a plurality of identities that prove that they cannot be analyzed through a homogenized perspective and (re)builds the limited representation of diasporic African black women as women that tell their own stories and conquer autonomy in the private and public spaces.
Description: Dissertação de Mestrado em Estudos de Cultura, Literatura e Linguas Modernas apresentada à Faculdade de Letras
URI: http://hdl.handle.net/10316/81908
Rights: openAccess
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