Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/79658
Title: Association of social, cultural and environmental factors with participation in extracurricular sport and obesity indicators in 6-10-year-old children living in urban and non-urban settings
Authors: Costa, Daniela Rodrigues da 
Orientador: Padez, Cristina Maria Proença
Machado-Rodrigues, Aristides M. da Costa
Keywords: children; crianças; extracurricular sport; desporto extracurricular; risk factors; fatores de risco; intrapersonal; intrapessoais; socio-economic; sócioeconómicos; physical environment; ambiente físico; obesity; obesidade
Issue Date: 27-Mar-2018
Citation: COSTA, Daniela Rodrigues da - Association of social, cultural and environmental factors with participation in extracurricular sport and obesity indicators in 6-10-year-old children living in urban and non-urban settings. Coimbra : [s.n.], 2018. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/79658
Project: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/SFRH/SFRH%2FBD%2F90737%2F2012/PT 
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introduction: Extracurricular sport has the potential to increase total physical activity (PA) which plays an important role in the prevention of a number of health problems, including obesity. However, most children do not achieve the recommended guidelines. Sport participation may be influenced by a number of factors, but little is know how those risk factors may vary according to children’s sex and place of residence. Objectives: This study aims to: (1) estimate the prevalence of PA in girls and boys living in urban and non-urban settings and observe the factors that may predict participation in extracurricular sport and, (2) to assess the prevalence of childhood general and abdominal obesity, and identify the underlying risk factors related to the respective obesity rates, namely intrapersonal, social, and physical environment factors. Results: Majority of children practiced at least one extracurricular sport (67.8%), usually sports that are socially associated with their own gender or have a tradition in their community. Children from bigger families, with lower family income, whose parents had lower education and reported more barriers, more gender-role notions on sport, and perceived less available facilities/sports in the neighbourhood had lower odds of participating in a sport. A positive association was found between father-son and mother-daughter physical behaviours, with mothers’ participation in organised PA being a strong predictor of girls’ participation in an extracurricular sport. Both sexes reported that boys are better at sport than girls and that sport is more important for boys than it is for girls. Boys, more than girls, reported an interest in pursuing a career in sport. Children from the non-urban setting reported more places to be active during winter but urban children reported more parental role-modelling than non-urban children. Not being interest in pursuing a sport-related career was the intrapersonal factor more negatively associated with sport participation, in both sexes and settings. A great number of children were overweight (WHO: 20.7%/IOTF: 15.9%) or obese (WHO: 7.7%/IOTF: 6.1%), with girls having significantly higher prevalence of obesity than boys (IOTF). Moreover, girls had higher prevalence of abdominal obesity than boys, and it was found that a large proportion of children that were classified as having normal weight or overweight were abdominally obese. Family income, parental education, parental BMI (particularly mothers) were predictors of childhood obesity. Also, obese children were less physically active than non-obese children. Being a girl and living in the urban setting were significantly associated with higher odds of having general and abdominal obesity. Conclusion: This study shows that participation in sport is associated with both intrapersonal and social factors, and that those factors may varied according to the level of urbanization. Boys and girls participate in sport in similar rates, but efforts should be made to change the notions that parents and children have about sport. By identifying barriers in different domains, this study reinforces that actions to promote PA are most effective when they enable alterations in different factors and include multiple levels of influence, starting in the nuclear family, but including teachers, schools, and government policies.
Introdução: A participação em desporto extracurricular está positivamente associada com incrementos nos níveis de atividade física (AF), que por sua vez tem um papel protetor importante em vários problemas de saúde como a obesidade. Contudo, a maioria das crianças não segue as recomendações relativas à AF. A participação em desporto extracurricular pode ser influenciada por vários fatores, mas pouco de sabe como é que esses fatores variam de acordo com o sexo e a ambiente físico. Objetivos: Este trabalho tem três objetivos: (1) estimar a prevalência de AF em rapazes e raparigas que vivem em ambientes distintos (urbano e não-urbano) e observar como diferentes fatores intrapessoais, sociais, e ambientais podem influenciar a prática de desporto extracurricular e (2) avaliar a prevalência de excesso de peso e obesidade abdominal e identificar possíveis fatores de risco relacionados. Material e métodos: Um estudo transversal foi feito em 2013-2014. A amostra inclui 793 crianças (6-10 anos) e 834 pais, a viver numa área urbana (Coimbra) e numa não-urbana (Lousã), ambas situadas na zona centro de Portugal. Os dados sobre AF (incluindo desporto extracurricular), fatores socioeconómicos e familiares, e a opinião dos pais sobre desporto foram recolhidos através de um inquérito. A opinião das crianças sobre desporto foi obtida através de uma entrevista semiestruturada. O peso, a altura, e a circunferência abdominal das crianças foram medidas. O excesso de peso (O) e a obesidade (OB) foram definidos aplicando os pontos de corte da OMS e da IOTF, enquanto a obesidade abdominal (AOB) foi calculada como WHtR≥0.50. Diferentes técnicas estatísticas foram usadas para testar os objetivos supramencionados. Resultados: A maior parte das crianças pratica um desporto extracurricular (67.8%), geralmente desportos socialmente atribuídos ao seu sexo e que existem na área de residência. Mais irmãos, menor rendimento familiar, educação parental mais baixa, e pais que identificaram mais barreiras, mais estereótipos de género, e reportaram menos locais/desportos na área de residência têm menor probabilidade de ter um filho(a) a praticar desporto. Uma relação na AF entre pai-filho e mãe-filha foi registada e a prática de AF organizada por parte da mãe aumenta a hipótese de a filha praticar desporto. Ambos os sexos afirmaram que os rapazes são melhores desportistas que as raparigas e que fazer desporto é mais importante para rapazes do que para raparigas. Mais rapazes do que raparigas mostraram interesse em ter uma carreira profissional relacionada com desporto. As crianças reportaram diferentes barreiras consoante o local onde vivem. Não ter interesse numa carreira desportiva foi o fator mais negativamente associado com a participação em desporto extracurricular. A prevalência de excesso de peso (WHO: 20.7%/IOTF: 15.9%) e obesidade (WHO: 7.7%/IOTF: 6.1%) foi elevada, principalmente nas raparigas. A prevalência de obesidade abdominal também foi mais elevada nas raparigas do que nos rapazes, e um grande número de crianças que foram classificadas como tendo peso normal ou excesso de peso, tinham obesidade abdominal. O rendimento mensal, a educação dos pais, e o BMI do pai e principalmente da mãe influenciaram a obesidade infantil. Ser rapariga e viver na área urbana aumentou significativamente o risco de obesidade infantil. Conclusão: Este estudo mostra que a participação em desporto está associada com fatores intrapessoais e sociais, e que estes fatores podem variar consoante a área de residência. Tanto rapazes como raparigas participam em desporto em números semelhantes, mas é necessário alterar a forma como os pais e filhos olham para o desporto. Ao identificar diferentes barreiras, este estudo reforça a necessidade de promover a AF através de intervenções que incluem múltiplos níveis, começando na família e incluindo professores, escolas e politicas governamentais.
Description: Tese de doutoramento em Antropologia, no ramo de Antropologia Biológica, apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/79658
Rights: openAccess
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