Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/47569
Title: A vacinação contra o HPV para além do Plano Nacional de Vacinação
Authors: Daniel, Alexandra Isabel Cunha Capêla 
Orientador: Silva, Daniel Pereira da
Mota, Fernando Luís Cruz Fernandes
Keywords: Papilomavírus humano; Vacinação
Issue Date: Feb-2011
Abstract: Introdução: O estabelecimento da relação causal entre a infecção persistente pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) de alto risco e o cancro cervical, conduziu ao aparecimento recente de vacinas profiláticas. O HPV de alto risco foi também identificado como factor causal de 78,3% dos cancros do canal anal, 40,1% dos cancros da vulva, 47,9% dos cancros do pénis e 35,6% dos cancros da orofaringe. A vacinação contra o HPV foi incluída no Plano Nacional de Vacinação, o qual não abrange mulheres nascidas antes de 1992 nem a população masculina. Objectivos: Este trabalho tem como objectivos estudar a eficácia e segurança da vacinação nos dois grupos referidos anteriormente, com destaque para as mulheres com mais de 26 anos, faixa etária a partir da qual a utilização da vacina foi recentemente aprovada pela União Europeia. Outros dos objectivos serão perceber o lugar da vacinação na prevenção dos cancros não cervicais e o papel da citologia cervical na era da vacinação. Desenvolvimento: Estudos populacionais, realizados em alguns países, acerca da prevalência da infecção do HPV por grupos etários mostraram a existência de um segundo pico, após os 26 anos de idade. Se este aumento se deve a mudanças nos comportamentos sexuais destas mulheres, com aquisição de novas infecções ou a reactivação de uma infecção latente devido à imunosenescência e ao baixo nível de protecção conferido pela infecção natural, ainda não é claro. Estudos revelam que a vacinação é eficaz e segura neste grupo etário. 3 Ao mesmo tempo que a incidência do cancro cervical diminui em países com programas de rastreio organizados, a incidência de outros cancros não cervicais relacionados com o HPV aumentou, tanto em homens como em mulheres. Dado que uma porção substancial dos cancros não cervicais estão associados aos tipos de HPV de alto risco incluídos na vacina, as vacinas profiláticas podem ser promissoras nesta área. Nos homens a vacinação é também apoiada pela diminuição da incidência de verrugas genitais e a redução da transmissão da infecção a mulheres. Na era da vacinação, o rastreio do cancro do colo do útero não deve ser esquecido, podendo o mesmo vir a ser adaptado a uma nova situação epidemiológica gerada pela aplicação e eficácia da vacina. Conclusão: A vacinação contra o HPV surge assim como a primeira medida de prevenção primária activa na luta contra o cancro cuja eficácia não se limita à área da oncologia ginecológica, nem ao sexo feminino ou faixas etárias precoces.
Introduction: The establishment of a causal relationship between high risk Human Papilloma Virus (HPV) and cervical cancer led to the recent appearance of prophylactic vaccines. The High risk HPV was also identified as causal factor of 78,3% of the anal canal cancers, 40,1% of vulvar cancers, 47,9% of penile cancers and of 35% of oropharyngeal cancers. The HPV vaccination has been include in the National Vaccination Plan, however it does not include women born before 1992 neither male population. Objectives: This work aims to study the efficacy and safety of vaccination in those two groups mentioned above, especially for women over 26 years old, since this age group has been recently approved by the European Union for vaccination. Other objectives are to realize the place of vaccination in preventing non-cervical cancers and the role of cervical cytology in the era of vaccination. Development: Population studies conducted in some countries on the prevalence of HPV infection by age groups showed a second peak after 26 years old. The reason of these increase is not yet clear. It may be due to changes of these women sexual behavior with the acquisition of new infections or may be because of the reactivation of a latent infection due to immunosenescence and the low level of protection afforded by natural. However, studies show that vaccination is effective and safe in this age group. 5 While the incidence of cervical cancer decreases in countries with organized screening programs, the incidence of other non-cervical cancers related to HPV increased both in men and women. Since a substantial portion of non-cervical cancer are associated to high risk HPV infection that are included in these vaccines, prophylactic vaccines may be promising in this area. Vaccination in man is also supported by the reduction of the incidence of genital warts and transmission of the infection to women. In the era of vaccination, the cervical cancer screening must not be forgotten, and it can be adapted to a new epidemiologic situation do to the application and effectiveness of the vaccine. Conclusion: So, the HPV vaccination appears as the first measure of primary active prevention in the fight against cancer whose effectiveness is not limited to the area of gynecological oncology, nor to female or early ages.
Description: Trabalho de projecto de mestrado em Medicina (Ginecologia), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/47569
Rights: openAccess
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