Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/43180
Title: Dependência do exercício físico entre os utentes de ginásios
Authors: Vieira, Brigitte Maria Breyer Rodrigues 
Orientador: Ribeiro, Carlos Alberto Fontes
Keywords: Exercício físico; Ginásios
Issue Date: 2016
Abstract: O exercício físico excessivo tem efeitos adversos e traz consequências a vários níveis. Este pode criar dependência, inclusive distúrbios comportamentais e mentais, dentro do campo obsessivo compulsivo. A definição do conceito de dependência do exercício físico tem sido alvo de muita pesquisa e debate, nas últimas décadas. Ao longo do tempo, muitos estudos têm sido realizados, mas, parece não haver um consenso, entre os autores, na denominação e classificação deste fenómeno. A literatura que existe, não está bem fundamentada e por isso, ainda, não está contemplado no DSM-5 (2013). Este estudo tem como objetivo geral verificar a prevalência da dependência do exercício físico entre os utentes de ginásios, situados no Concelho de Oeiras, que pratiquem exercício físico há pelo menos um mês. Este estudo teve, ainda, como objetivos verificar de que forma as faixas etárias, os dados antropométricos, a formação académica, a frequência da prática de exercício e o tipo de exercício iriam influenciar a prevalência da dependência do exercício físico. No presente estudo participaram 363 sujeitos, com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos de idade. O instrumento utilizado, no presente estudo, para a verificação da prevalência da dependência do exercício, foi o “Questionário de Dependência do Exercício”, de nome original, “Exercise Addiction Inventory”, (EAI). O referido instrumento, foi integrado na terceira seção de um questionário. O questionário é constituído por apenas uma página e foi dividido em três secções. O tratamento dos dados foi realizado recorrendo ao programa SPSS. Através, deste estudo, verifica-se que o género, as faixas etárias, os dados antropométricos e a formação académica não influenciam a prevalência da dependência do exercício físico. Contudo, a frequência da prática de exercício e o tipo de exercício praticado, nomeadamente, a musculação e a corrida em passadeira, influenciam a prevalência da dependência do exercício físico. Concluímos, que este trabalho reforça as conclusões já apresentadas por outros autores, verificando-se que a dependência do exercício físico é algo que existe, mas, tem que ser melhor fundamentada e investigada, de forma a poder entrar para o Manual de Diagnóstico de Perturbações Mentais (DSM). Excessive physical exercise has adverse effects and has consequences on several levels. This can create addiction, including behavioural and mental disorders, within the obsessive compulsive field. The definition of the exercise addiction concept has been the subject of much research and debate in recent decades. Over time, many studies have been conducted, but, there seems to be no consensus among the authors in the denomination and classification of this phenomenon. The literature that exists is not well founded and is therefore, also not included in DSM-5 (2013). This study has the general objective to determine the prevalence of exercise addiction among gym users, situated in the municipality of Oeiras, who had been exercising for at least one month. This study was also conducted to verify how the age, anthropometric data, academic education, frequency of exercise training and type of exercise would influence the prevalence of exercise addiction. In this study 363 subjects participated, aged between 18 and 75 years old. The instrument used in this study, to verify the prevalence of exercise dependence, was the "Exercise Dependence Questionnaire", originally named, "Exercise Addiction Inventory" (EAI). This instrument was integrated into the third section of a questionnaire. The questionnaire comprised of only one page and it was divided into three sections. Data analysis was performed using the SPSS program. From this study, it appears that gender, age groups, anthropometric data and academic education does not influence the prevalence of exercise addiction. However, the frequency of exercise training and the type of exercise performed, in particular, weight training and treadmill running, influence the prevalence of exercise addiction. In conclusion, this study reinforces the conclusions already made by other authors, verifying that exercise addiction is something that exists, but has to be better founded and investigated in order to be able to be entered into the Diagnostic Manual of Mental Disorders (DSM).
Description: Dissertação de mestrado em Biocinética, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/43180
Rights: openAccess
Appears in Collections:FCDEF - Teses de Mestrado

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