Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/43176
Title: Estudo do equilíbrio muscular e da sua evolução nos membros inferiores em jovens judocas através da utilização do dinamómetro isocinético
Authors: Ângelo, Inês Bernardo Pinto 
Orientador: Massart, Alain Guy Marie
Keywords: Judo; Força muscular
Issue Date: 2016
Abstract: Uma das componentes com maior ênfase no sucesso das projeções de técnicas de judo é a força. Esta, é também um dos fatores chave que indicam a eficácia da reabilitação em atletas. O presente estudo teve como principal objetivo verificar a existência de desequilíbrios musculares nos membros inferiores em judocas jovens e se, à medida que estes vão transitando de escalão de idade e de nível competitivo, ocorrem modificações dos parâmetros isocinéticos. Metodologia: Judocas do género masculino (n=11) e feminino (n=8) dos escalões juvenil, cadete, e júnior, utilizaram um dinamómetro isocinético (Biodex System 3, Shirley, NY, EUA), com a finalidade de avaliar na perna dominante (D) e não dominante (ND), o momento de força máxima (MFM), o ângulo de produção do MFM, o rácio convencional (RC) e as diferenças bilaterais (DB) da musculatura extensora e flexora do joelho, nas velocidades angulares de 60º.s-1 e de 180º.s-1, correlacionando-os com os anos e os níveis de prática atingidos pelos atletas. Resultados: encontraram-se em judocas jovens valores de MFM normais nos quadríceps (Q) e abaixo da normal nos isquiotibiais (I). Obteve-se o RC no limite inferior da normalidade e 75% das atletas femininas apresentam valores de RC associados a um risco de lesão. Nos rapazes, 45% apresentam desequilíbrio nos DB. Os valores associados a lesão do RC e das DB, não foram influenciados pelos anos nem pelo nível de prática atingidos pelos judocas. Analisando os ângulos de produção dos MFM, constatou-se que ambos os músculos dos judocas produzem o MFM pouco antes da metade do seu movimento (~ 50º Q; ~34º I) e que, com o aumento da velocidade, a produção do MFM faz-se mais cedo nos I e mais tarde nos Q. O nível de prática não influencia os ângulos de produção dos MFM. A influência dos anos de prática foi apenas notória no Q na velocidade mais elevada. (ρ=0,016; ρ=0,027). Existe uma diferença significativa nos isquiotibiais a 180º.seg-1, em favor do membro ND, que pode atribuir-se ao uso de técnicas de ceifa e engancho típicos da perna de ataque (ρ=0,005). Conclusões: constatou-se a existência de desequilíbrios musculares na articulação do joelho de judocas jovens, e a presença de um enfraquecimento dos I nesta população pela primeira vez estudada (ρ=0,005). Verificou-se que existe pouca influência dos anos e dos níveis de prática sobre os MFM, os seus ângulos de produção e sobre os desequilíbrios da sua produção (RC e DB). Palavras-chave: judo, avaliação isocinética, força muscular, equilíbrio muscular. One of the components with the biggest emphasis on the success of judo throwing techniques is strength. This is also one of the key factors that shows the efficiency of rehabilitation on athletes. The purpose of the present study was to ascertain the existence of muscular imbalances on the lower legs of young judokas and if there are changes of the isokinetic parameters as they transition through age divisions and competitive ranks. Methodology: Male judokas (n=11) and female judokas (n=8) from the juvenile, cadet and junior categories used a isokinetic dynamometer (Biodex System 3, Shirley NY, EUA) so as to measure, on both the their dominant leg (D) and non-dominant leg (ND), the maximum force momentum (MFM), the MFM output angle, the conventional ratio (CR) and the bilateral differences (BD) of the knees’ flexor and extensor muscles on the angular velocities of 60º s-1 and 180º. s-1, correlating them with the practice years and competitive rank of each athlete. Results: we found normal values of MFM on Q and below normal on hamstrings (H) on young judokas. We got CR on the lower limit of normality e 75% of female athletes show CR values associated with injury danger. 45% of the male athletes present imbalance on the BD. The values associated with injury of the CR and BD were not influenced by the number of practice years or the competitive rank. Analyzing the MFM output angles we found that both judokas’ muscles produce their MFM just before the half of its movement (~ 50º Q; ~34º I) and that with the velocity increase, the MFM output is earlier on the H and later on the Q. The number of years or competitive rank have no influence on the MFM output angles. The influence of the number of years was only noticed in the Q at the highest speed (ρ=0,016; ρ=0,027). There is a significant difference on the H at 180º.sec-1 in favor of the ND member that we think can come from the use of reap techniques, typical hooks of the attack leg (ρ=0,005). Conclusions: we find the existence of muscular imbalances on the knee joint of young judokas and a weakening of the H on this study population studied for the first time (ρ=0,005). It’s been ascertained that there is little influence of the practice years and competitive ranks over the MFM, its output angles and its output imbalances (CR and BD).
Description: Dissertação de mestrado em Biocinética, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/43176
Rights: openAccess
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