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Title: Individual and familial adaptation to paediatric overweight and obesity: A study with parents, children and adolescents
Authors: Frontini, Roberta Caçador 
Orientador: Moreira, Helena
Canavarro, Maria Cristina
Keywords: adaptação; crianças; família; excesso de peso; obesidade; pais; adolescentes
Issue Date: 29-Nov-2017
Citation: FRONTINI, Roberta Caçador - Individual and familial adaptation to paediatric overweight and obesity : a study with parents, children and adolescents. Coimbra : [s.n.], 2017. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/41035
Project: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/SFRH/SFRH/BD/86063/2012/PT 
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Considerada um grave problema de saúde pública, a obesidade/excesso de peso pediátrica é uma condição de saúde de elevada e crescente prevalência, particularmente em Portugal, que pode levar ao desenvolvimento de várias complicações físicas e psicossociais. Algumas dessas consequências psicossociais estão presentes em todo o sistema familiar, não se restringindo à criança/adolescente. Mais ainda, a obesidade pediátrica tende a surgir frequentemente em determinados contextos e ambientes familiares, razão pela qual é importante compreender-se como as crianças e os adolescentes lidam e se adaptam a esta condição. Nesse sentido, é importante compreender que fatores familiares, parentais e individuais estão associados à adaptação psicossocial das crianças/adolescentes em tratamento para excesso de peso/obesidade. Tendo em conta que o impacto do excesso de peso/obesidade varia de uma pessoa para outra, também é importante identificar potenciais fatores que possam ajudar a compreender o ajustamento psicossocial e o peso destes jovens. Metodologia Este projeto de investigação incluiu quatro estudos transversais diferentes. No primeiro estudo, a amostra compreendeu 264 díades pai-filho divididas em 3 grupos (peso saudável, excesso de peso e obesidade). O segundo estudo compreendeu 223 díades mãe-filho divididas em 2 grupos (peso saudável e obesidade). O terceiro estudo compreendeu 297 díades mãefilho divididas em 2 grupos (peso saudável e excesso de peso/obesidade). Finalmente, o quarto estudo incluiu 182 díades de crianças/adolescentes com excesso de peso ou obesidade e respetivas mães. Foram avaliadas variáveis familiares, parentais e individuais. Os fatores individuais de adaptação foram auto-relatadas pelas crianças/adolescents (i.e., qualidade de vida, sintomatologia psicopatológica, estima corporal e vida social) e pelos pais (i.e., qualidade de vida, e sintomas de ansiedade e depressão). Variáveis familiares (i.e., coesão familiar) e parentais (i.e., stress parental e estilos parentais) foram avaliados apenas pelos pais. O peso e altura das crianças/adolescentes e dos pais também foram avaliados. Resultados Crianças/adolescentes com excesso de peso/obesidade e os respetivos pais reportaram pior adaptação (e.g., níveis mais baixos de qualidade de vida, níveis mais elevados de sintomatologia psicopatológica) em comparação com crianças/adolescentes com peso saudável. Além disso, as mães de crianças/adolescentes com excesso de peso/obesidade reportaram maiores níveis de stress parental, níveis mais baixos de coesão familiar, e reportaram o uso de um estilo parental mais permissivo comparativamente às mães de crianças/adolescentes com peso saudável. Em relação às relações entre as variáveis estudadas, foram encontradas várias associações indiretas. Em primeiro lugar, encontrou-se que a associação entre os sintomas ansiosos dos pais e a qualidade de vida (QV) das crianças/adolescentes era mediada pela sintomatologia psicopatológica de, apenas, os adolescentes. Em segundo lugar, os níveis mais altos de stress parental encontravam-se associados a níveis mais baixos de QV de crianças/adolescentes através do uso de um estilo parental permissivo. Em terceiro lugar, a relação entre coesão familiar e a categoria de peso das crianças/adolescentes foi sequencialmente mediada pela QV da mãe e os sintomas externalizantes das crianças/adolescentes. Por fim, a relação entre coesão familiar e sintomas internalizantes processou-se de forma indireta pela perceção de estima corporal e da vida social da criança/adolescente. Conclusões Esta tese de doutoramento tem como principal objetivo proporcionar uma melhor compreensão da adaptação psicossocial de crianças/adolescentes com excesso de peso/obesidade e respetivos pais, destacando a importância em se focar na promoção da saúde mental e QV. Os quatro estudos empíricos destacam a importância da implementação de intervenções multidisciplinares centradas na família. Os estudos enfatizam a ligação entre os resultados de adaptação de pais e filhos, fornecendo contributos inovadores para o campo em estudo, identificando mecanismos que poderiam explicar a relação entre a família e a adaptação da criança. Por exemplo, um estudo sublinhou a ligação entre o stress dos pais, os estilos parentais dos pais e a QV da criança/adolescente. Outro estudo identificou os mecanismos que poderiam explicar a ligação entre coesão familiar (FC) e peso, sugerindo a importância da QV da mãe e os sintomas externalizantes das crianças. Finalmente, outro estudo sugeriu que fazerse parte de uma família mais coesa pode promover uma melhor saúde mental em crianças/adolescentes com excesso de peso/obesidade. Em suma, os estudos enfatizam a importância de trabalhar, em programas de intervenção, com a família, a fim de promover um melhor ajuste psicossocial dos jovens e seus pais. O trabalho do psicólogo, juntamente com outros profissionais, é de extrema importância a fim de melhorar a adesão ao tratamento prescrito.
Description: Tese de Doutoramento em Psicologia, na especialidade de Psicologia Clínica, no ramo de Psicologia da Família e Intervenção Familiar, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/41035
Rights: openAccess
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