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Title: Determinantes do Desenvolvimento do Pinhal Bravo em Áreas Dunares (Dunas de Mira)
Authors: Oliveira, Margarida Jesus Ribeiro 
Orientador: Almeida, António Campar de
Páscoa, Manuel Fernando de Miranda
Keywords: Floresta; Dunas; Pinheiro bravo; Solos; Fisiografia; Subcoberto vegetal; Coastal areas; Dunes; Maritime pine; Physiography; Understory; Soils
Issue Date: 12-Mar-2014
Citation: OLIVEIRA, Margarida Jesus Ribeiro - Determinantes do desenvolvimento do Pinhal Bravo em áreas dunares (dunas de Mira). Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/10316/23729
Abstract: As dunas litorais são áreas de grande pressão humana. É encontrar um equilíbrio entre interesses económicos sociais e ambientais. No passado, a florestação, onde que já pôs em prática os métodos modernos de coabitação de espécies nativas e exóticas, no sentido de promover o referido equilíbrio, foi a forma mais eficaz de controlar o avanço das dunas para o interior. No entanto, esta pode diminuir a variedade das espécies dunares, uma vez que o crescimento das árvores impede por vezes o desenvolvimento dos estratos mais baixos, típicos de áreas mais iluminadas. Feita a arborização na primeira metade do século passado, pode agora verificar-se que o pinhal então instalado tem diferentes expressões de desenvolvimento. Observam-se, em áreas muito próximas, estações com muito bom desenvolvimento e outras em que o pinhal só muito dificilmente sobrevive. Foi a procura da razão para estas diferenças que orientou este trabalho. Os fatores analisados foram relativos aos (1) elementos de solo (pH, matéria orgânica, fósforo, potássio, humidade e hidrofobia); (2) elementos de fisiografia (altitude, diferença para o mínimo de altitude do transecto, a profundidade da toalha freática, a exposição e distância ao mar) e (3) subcoberto vegetal (riqueza específica, percentagem da espécie mais representativa do subcoberto vegetal, percentagem de subcoberto total, percentagem de subcoberto arbustivo, altura média do subcoberto arbustivo, percentagem de subcoberto herbáceo/subarbustivo, altura média do subcoberto herbáceo/subarbustivo, percentagem de acácias, percentagem de líquenes, percentagem de musgos, volume aparente do subcoberto vegetal. Estes fatores foram avaliados em nove transectos correspondentes a diferentes unidades espaciais. O seu efeito no desenvolvimento do pinheiro (diâmetro à altura do peito, altura média, densidade e altura dominante) foi estudado através do estabelecimento dos testes estatísticos considerados adequados (testes Anova, testes de Tukey, testes de Friedman, coeficientes de correlação bivariada de Pearson e de Spearman, coeficientes de regressão linear múltipla, análise de componentes principais e análise de Clusters) (Field, 2005; Grobe, 2005; Mota, 2007; Vilelas, 2009; Sato, 2011). As correlações de Pearson e a regressão linear múltipla mostram que o desenvolvimento do pinhal está significativamente relacionado de forma positiva com o subcoberto arbustivo (altura e percentagem), com a percentagem de acácias, com a percentagem de musgos, hidrofobia em outubro. Está, ainda, negativamente relacionado com a riqueza específica, o subcoberto herbáceo (altura e percentagem), com a percentagem de líquenes, com a profundidade da toalha freática, com a altitude, com a diferença para a altitude mínima do transecto, com a exposição e com a distância ao mar, com o pH, com o P2O5, com o K2O. A análise de componentes principais, confirmada pela de clusters, explica entre 57,07 e 69,5% da variância total. O pinhal apresenta coeficientes: (1) positivos - percentagem de acácias, subcoberto arbustivo (altura e percentagem), volume aparente do subcoberto vegetal; (2) negativos - altitude, percentagem da espécie mais abundante do subcoberto vegetal, percentagem de subcoberto total, pH, P2O5, período húmido (coeficientes >0,70). A profundidade da toalha freática e o K2O apresentam, consoante o método estatístico utilizado, resultados que são por vezes contraditórios. A matéria orgânica só apresenta alguns resultados consideráveis no último método utilizado, a análise de clusters. Os locais de menor altitude, menor profundidade da toalha freática e menor pH são os que se mostraram mais favoráveis ao crescimento arbóreo. Estas árvores realizarão elevados consumos de P2O5 e K2O disponíveis. Este estudo poderá ser útil no apoio a planos de ordenamento desta área, indicando quais os locais favoráveis à manutenção do pinheiro bravo e identificando aqueles onde será conveniente a instalação de outras espécies.
Coastal sand areas are submitted to a huge human pressure. It’s all about balancing economical, social and environmental interests. In the past, forestation has already set into practice co-habitation trendy methods of native and exotic species, aiming at the previously stated balance promotion, as the most efficient form to prevent inward dune advances. Nevertheless, this one may not decrease the wide scope of dune sorts, since that tree spreading sometimes forestalls the development of lower layers, typical of brighter areas. Once having the tree planting completed, during the first half of the previous century, it can be now checked that the maritime pine stands by then settled reveals different developing expressions. In very close areas, sections of good growth may be observed while in others only with difficulty does the maritime pines survive. The aim of this research was, therefore, the search for such differences emergence. The analyzed variables were related with (1) soil elements (pH, organic matter, phosphorus, potassium, soil moisture and hydrophobia); (2) elements of physiography (altitude, the difference to the minimum transect altitude, the deepness of the phreatic layer, the exposure and distance to the sea) and (3) understory - specific richness, percentage of most representative species of the vegetal understory, percentage of total understory, percentage of bush understory, its average height, percentage of herb subbush understory, its average height, percentage of acacia trees, percentage of lichens, moss percentage and apparent volume of vegetal understory. These variables have been assessed in nine transects, corresponding to different special units. Their effect in the growth of the maritime pine trees (diameter to the chest level, average height, density and dominant height) has been studied through the application of statistical tests considered adequate - Anova, Tukey and Friedman tests, coefficient of correlation of Pearson, factors of multiple regression, analysis of principal components and cluster analysis (Field, 2005; Grobe, 2005; Mota, 2007; Vilelas, 2009; Sato, 2011). These statistical analysis shows that the growth of the maritime pine trees is significantly correlated, in a positive way, with the bushy undercover (height and percentage), with the percentage of acacias, the percentage of mosses, and the hydrophobia in October. It’s, yet, negatively connected with the specific richness, the herbaceous understory (height and percentage), the rate of lichens, the profundity of the phreatic layer, the altitude, the difference to the minimal altitude of the transect, the exposure, the seashore distance, the pH, the P2O5, and the K2O. The analysis of the principal components, confirmed by the cluster analysis, explains between 57,07% and 69,5% of the total variability. The explanation of the growth of the maritime pine trees display coefficients: (1) positive ones - percentage of acacias, bushy undercover (height and percentage), apparent volume of the vegetal undercover; (2) negative ones – altitude, percentage of most frequent vegetal undercover species, percentage of total undercover, pH, P2O5, wet season (coefficients > 0,70). The depth of the phreatic layer and K2O reveal, having in mind employed statistic method, results sometimes contradictory. Organic material only brings out some considerable outcome in the last employed method, the cluster analysis. Areas in lower altitude, lower values of the depth of the phreatic layer and of pH, are the ones that reveal themselves as most likely towards the growth of trees. These trees will accomplish high consumption of the P2O5 and K2O available levels. This study will surely turn itself useful in the support of the future management plans on this area, indicating the most suitable places for the maintenance of the maritime pine and identifying those where the installing of other may be perceived as convenient.
Description: Tese de doutoramento em Letras, na área de Geografia, apresentada ao Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/23729
Rights: openAccess
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