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Title: Avaliação da potência anaeróbia : relação entre a velocidade de corrida e os testes de força-velocidade, wingate e impulsão vertical
Authors: Sousa, Carla Patrícia Fonseca de 
Orientador: Santos, Amândio
Keywords: Metabolismo energético; Potência anaeróbia; Testes de Wingate; Bateria de testes; Fisiologia
Issue Date: 2004
Abstract: O presente estudo teve como objectivo verificar a relação da velocidade de corrida (teste de campo-Sprint 40m) com os parâmetros anaeróbios obtidos nos testes laboratoriais anaeróbios, designadamente teste Força – Velocidade, teste de Wingate e Impulsão Vertical. A amostra do estudo foi constituída por onze sujeitos do sexo masculino, estudantes do 2º ano do Curso Ciências do Desporto e Educação Física, praticantes de actividade física regular e/ou envolvidos numa modalidade desportiva. Estes sujeitos submeteram-se à realização de quatro testes que compreendem o estudo: 1) teste Força-Velocidade; 2) teste de Wingate; 3) teste de Impulsão Vertical (Squat Jump, Coutermovement Jump e Multijump 15’’) e 4) teste de Sprint 40m. Estes testes permitiram aceder às seguintes variáveis: 1) potência anaeróbia óptima máxima em termos absolutos e relativos; 2) potência anaeróbia máxima “peak power” e capacidade anaeróbia “mean power” em termos absolutos e relativos; 3) o tempo de voo para os três protocolos de Impulsão Vertical e a potência média e altura do centro de gravidade no protocolo de Multijump e 4) o tempo de corrida. As sessões desenvolveram-se em dois momentos distintos e em dias diferentes para cada sujeito. A análise estatística foi realizada através da correlação de Produto Momento de Pearson com significado estatístico de 0,01 e 0,05 avaliando a relação entre as variáveis consideradas no estudo. Os resultados obtidos revelaram que apenas duas variáveis se correlacionam com o tempo de corrida, designadamente o “peak power” (W) do teste de Wingate (r=0,677, p<0,05), e as variáveis consideradas para os testes de Impulsão Vertical - Multijump, o tempo de voo (r=-,747, p<0,01), altura do centro de gravidade (r=-,743 p<0,01), e potência média (r=-,673 p<0,05). As correlações encontradas poderão ser justificadas quanto à variável “peak power” (W) do teste de Wingate pelo gasto energético das reservas musculares que se traduziram na potência gerada pelos membros inferiores de que depende a corrida e ainda, relativamente ao teste de Impulsão Vertical, por os sujeitos terem de transportar o seu peso e pela força explosiva e componente elástica que exige esta acção motora. Relativamente às restantes variáveis apresentadas no estudo não foram encontradas correlações com significado estatístico de 0,01 e 0,05. Neste sentido, a análise de resultados sugerem que existem para cada um dos protocolos diferentes solicitações e exigências que lhes conferem um carácter específico a considerar aquando da avaliação correcta de determinada performance. As modalidades desportivas apresentam deste modo características próprias, cuja a selecção de um protocolo de avaliação deve ter em conta o tipo de exercício realizado bem como a sua especificidade (simulação do gesto e intervenção dos mesmos grupos musculares), caso contrário poderemos estar a seleccionar atletas segundo critérios que pouco têm a ver com a realidade da modalidade.
Description: Dissertação de licenciatura apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/19269
Rights: openAccess
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