Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/15376
Title: Defeito cognitivo ligeiro e psicopatologia
Authors: Gonçalves, José Alves Grilo 
Orientador: Santana, Isabel
Keywords: Perturbações da cognição; Idoso; Doença de Alzheimer
Issue Date: 2010
Citation: GONÇALVES, José Alves Grilo - Defeito cognitivo ligeiro e psicopatologia. Coimbra : [s.n.], 2010
Abstract: Introdução: O Defeito Cognitivo Ligeiro (DCL) é uma entidade transicional entre o envelhecimento normal e demência. Trata-se de uma entidade relativamente heterogénea, sendo a associação de alterações psicopatológicas um aspecto eventualmente diferenciador e com valor prognóstico na sua evolução para demência. Objectivos: Caracterizar as alterações psicopatológicas em doentes com DCL (amnésico e multidomínios) e investigar a sua relação com a gravidade e sub-grupos de défice cognitivo. Metodologia: 1) População: Foram incluídos 41 doentes, 19 mulheres e 22 homens com DCL diagnosticados segundos os critérios de Consenso de Petersen (2001), em avaliação longitudinal no Serviço de Neurologia dos HUC e com avaliação neuropsicológica compreensiva. Os doentes foram classificados, de acordo com os perfis neuropsicológicos, em DCL amnésico e DCL multidomínios e a cada subgrupo foram aplicadas diversas escalas. 2) Instrumentos: Escalas de Metamemória/queixas Cognitivas – Escala de Queixas Subjectivas de Memória (QSM) e Questionário de Falhas Cognitivas (QFC); Avaliação cognitiva – Minimental-State Examination (MMSE) e Alzheimer Disease Assessment Scale (ADAS-COG); Escala Funcional – Disability Assessment for Dementia Scale (DAD); Escalas Psicopatológicas- Inventário Neuropsiquiátrico (INP), Escala de Depressão Geriátrica (GDS) e Escala de Ansiedade de Hamilton (HAS);. Foi posteriormente realizada a análise estatística dos resultados. Resultados: As alterações psicopatológicas mais frequentemente encontradas foram: Depressão (cerca de 51% de acordo com a GDS e o INP), irritabilidade (32%), ansiedade (29,9%), apatia (17,1%) e a agitação (17,1%) (avaliados pelo INP). Ainda de referir que os doentes classificados pelo cuidador como deprimidos representavam, para este um grande desgaste (p=0,041). Não foram encontradas correlações significativas entre as variáveis psicopatológicas investigadas e as pontuações globais e/ou as funções neuropsicológicas avaliadas pelo MMSE ou a ADAS-COG. Comparados os doentes com DCLA e DCLMD na distribuição pela classificação na GDS e na HAS, as diferenças não foram estatisticamente significativas (p=0,152 para DCLA e p=0,176 para DCLMD). Também com o INP não foi possível estabelecer uma diferença estatística significativa entre o DCLA e o DCLMD tanto no que diz respeito ao score total (p=0,631) como ao score do desgaste (p=0,936). O QFC do cuidador correlacionava-se significativamente com o score total INP (p=0,008) e o INP desgaste (p=0,012). Os scores da QSM e da QFC não se correlacionaram com a gravidade da Depressão (p=0,107 e 0,866, respectivamente) nem com a presença ou gravidade de outros sintomas psicopatológicos. Conclusões: Este estudo confirma que as manifestações psicopatológicas são frequentes nos doentes com DCL, mas não existe uma aparente relação entre a severidade do defeito cognitivo e a presença ou gravidade dos sintomas psicológicos. Propomos que serão vertentes sintomáticas independentes, representando um compromisso diferenciado de sistemas de neurotransmissão ou de networks funcionais.
Introduction: The Mild Cognitive Defect (MCD) is a transitional entity between the normal aging and dementia, being thought of a factor of risk. It is a relatively heterogeneous entity, being associated to psychopathologic alterations a different aspect and prognostic of its evolution for dementia. Objectives: To value the psychopathologic alterations existent in a group of a patients with MCD (amnesic and multidomains) and to correlate them. Methodology: There were included 41 patients, 19 women and 22 men with MCD diagnosed according to the criteria of Consensus of Petersen (2001), in longitudinal evaluation in the Service of Neurology of the HUC and with neuropsychological evaluation understanding. Two population groups were created MCD amnesic and multidomains, to each group different scales were applied. Instruments: Metamemory Scales / Cognitive Complains - Scales of Subjective Complaints of Memory (QCM) and Cognitive Failure Questionnaire (QFC); Cognitive Evaluation: Minimental State Examination (MMSE) and Alzheimer’s Disease Assessment Scale (ADAS-Cog), Disability Assessment for Dementia Scale (DAD); Psychological Scales: Neuropsychiatric Inventory (INP), Scale of Geriatric Depression (GDS) and Scale of Hamilton’s Anxiety (HAS). Statistical analysis of the results was subsequently done. Results: The more frequently psychopathological disorders were. Depression (about 51% according to GDS and INP); Irritability (32%); Anxiety (29,9%); Apathy (17,1%); Agitation (17,1% according to INP). Further more, when in the caregiver evaluation of the patient as a depressed patient, it represented a great burden (p=0,041). Significant correlations between investigated psychopathological variables were not found and the global scores and/or the neuropsychological functions evaluated by MMSE or ADAS-Cog. When the patients were compared with DCLA and DCLMD in the distribution for the classification in the GDS and in the HAS, the differences were not statistically significant (p=0,152 for DCLA and p=0,176 for DCLMD). With the INP it was not possible to establish a statistical significant difference between the DCLA and the DCLMD, so much what concerns the total score (p=0,631) as to a score of the burden (p=0,936). The QFC of the caregiver was significantly connected with the total INP (p=0,008) and INP burden (p=0,012). The scores of the QSM and of the QFC were not correlated by the depression by values of p=0,107 and 0,866 respectively, nor with the presence or gravity of other psychological symptoms. Conclusions: The analysis, confirms that the psychopathological manifestations are frequent in patients with DCL, but there isn’t an apparent relation between the severity of cognitive deficit and the presence of psychological symptoms. We propose that they are independent symptomatic strands, as they represent a differentiated commitment of the neurotramission systems or functional networks.
Description: Dissertação de mestrado em Medicina (Geriatria), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/15376
Rights: openAccess
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